Sindiagua/RS Seminario Ambiental Diga nao a privatizacao
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Introdução
Sindiágua/RS propõe uma emenda popular à Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, tornando a água indisponível à privatização.

A água é um bem natural finito. Essencial a todas as formas de vida biológica, especialmente à saúde e a alimentação humana. Atualmente, quase 3 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso à água potável. O Brasil dispõe de 8,5% de toda a água doce disponível, portanto é uma questão de soberania nacional preservarmos e mantermos a água sob controle público para as gerações futuras.

Em nosso estado diferentes linhas filosóficas têm-se alternado no poder, circunstância que leva a não haver uma continuidade no trato das políticas públicas, mais notadamente na manutenção e conservação dos mananciais hídricos, já não tão mananciais, dado as especulações fundiárias e crescimento desordenados das cidades e campo, onde o meio ambiente e por seu turno, a água que fundamenta toda a vida terrena, sofre os mais cruéis ataques da dita civilização contemporânea. Estes ataques destroem não só o espaço público, de manutenção da mínima condição de salubridade de vida, somados  a destruição exponencial do elemento água, fundamentando a máxima de ser “o homem o lobo do homem.”



QUEM SOMOS

O SINDIÁGUA-RS é o sindicato que congrega os trabalhadores em saneamento ambiental  em todo o estado do Rio Grande do Sul. Entendemos que é através da conscientização das pessoas acerca da igualdade dos seres vivos que ocorrerá a preservação dos bens naturais fundamentais da humanidade. Nossa luta está inserida nesse espectro através da preservação do bem natural mais importante para a vida, a ÁGUA... o compromisso dos cidadãos no correto uso e conservação desse bem, e a manutenção como bem  público e de responsabilidade de todos. Esta  meta passa necessariamente pela busca da hegemonia da sociedade civil para evitar a privatização de qualquer bem natural, onde a disputa está mais notadamente focada na propriedade privada do bem água.
Entendemos que, só com a natureza pública da água o Estado poderá cumprir seu papel constitucional. A construção deste fim maior é levar o bem essencial, água e sua distribuição plena, aos mais remotos locais da sociedade, cumprindo o papel mais importante desta meta que é a sua UNIVERSALIZAÇÃO.





 OBJETIVOS

O objetivo da campanha é dar visibilidade e sensibilizar a sociedade gaúcha e quiçá nacional, quanto ao grave problema da falta e má distribuição de água em condições de potabilidade a toda a população. Apontada como a maior riqueza natural, já hoje, a água é alvo da sanha dos grandes conglomerados econômicos internacionais, que visam a compra das reservas de água doce, incluindo aí os rios, os lagos, as fontes minerais naturais, bem como as águas subterrâneas com condições de uso humano, mais notadamente o Aqüífero Guarani, na América do Sul. 

A partir da coleta de assinaturas da população gaúcha, pretende-se chegar a um mínimo de  1.500.000 assinaturas, dentro do espectro eleitoral, de pessoas acima de 16 anos de idade. Garantindo através da assinatura do abaixo-assinado que a população como um todo não sofra a ação do capital internacional, que é só especulativo, não agregando nada à cidadania, visando somente o lucro, descumprindo qualquer norma de universalização do bem público que vier a tomar posse. Por isso é que entendemos ser de máxima importância a prerrogativa ora iniciada, a ser conquistada, que é a manutenção dos recursos naturais, especificamente a ÁGUA, sob o manto democrático, representado pelo poder público.

Para esta tarefa estaremos mobilizando todas as faces da sociedade civil organizada no estado (sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais, ativos, aposentados e pensionistas, sindicatos empresariais do comércio e indústria,  organizações religiosas, esportivas, beneficentes, ONG's, movimentos e representações políticos partidárias, minorias não representadas nas instituições do ordenamento civil, movimentos étnicos e de gênero, estudantes e suas escolas, etc...)  

  




 JUSTIFICATIVA

A manutenção da vida, a universalização do bem água, que significa o acesso público em condições de potabilidade a toda população, a dignidade dos seres vivos que dependem da água para sobreviver, as expectativas de vida em condições constitucionais da preservação da humanidade e igualdade de condições de todos os cidadãos.

Água também faz parte do ciclo do crescimento econômico de todos que ativamente produzem em seus campos. Se só for levada em conta a produção deste bem no viés economicista internacional, mesmo quem produz, ainda que modestamente, pode ter seus ganhos reduzidos, dado a elevação dos preços do insumo água. Não tendo a quem justificar, não havendo quem os regule, o proprietário da água terá nas mãos o preço de um produto indispensável, que pode tornar-se inalcançável para uma parte da população menos abastada, e influência direta na saúde destes menos possuídos, trazendo um trágico quadro de comprometimento do sistema hospitalar e de saúde pública. Uma transferência pura e simples da responsabilidade de produzir e levar água de boa qualidade, do ente estatal para outra iniciativa, promoverá sem dúvida o desmonte do sistema de conservação do bem da dignidade humana, a saúde. 
 





CARACTERÍSTICAS

Em particular o projeto apresenta uma primazia nacional. Com a meta de defesa do bem público, a água, não se tem notícia de outra proposta de movimento que tenha sido realizada - com exceção do Uruguai ao modificar sua constituição federal neste realizado.

Com o princípio norteador de ser uma atividade suprainstitucional, defende-se apenas as cores da preservação da vida, a celebração de sua permanência na terra, onde todos possam desfrutá-la indiferentemente, não fazendo qualquer diferença sua localização nos espectros associativos.

O projeto será composto de seminários preparatórios regionais no interior do estado, que ocorrerão a partir de maio, iniciando na capital gaúcha e compreendendo as regiões sul, noroeste, nordeste, litoral, serra, centro-oeste; culminando com o seminário estadual  propriamente dito no mês de novembro de 2008.

Preferencialmente os seminários serão compostos de apresentação de painéis e colóquio com os participantes/assistentes, estando toda população apta a participar dos eventos, mediante inscrição preliminar, que poderá acontecer tanto pessoalmente ou através do site colocado à disposição. Estes painéis necessariamente deverão  levar em conta as vicissitudes e diferenças regionais no que tange as discussões dos usos e preservação ambiental com a temática água. 






 PÚBLICO

Com a intenção de não privar qualquer pessoa, da população gaúcha e nacional, como beneficiária direta deste evento, as inscrições serão abertas a todos os interessados, pois julgamos que todos são diretamente afetados pelas condições de sanidade sócio-ambiental. Com o compromisso de obtermos um mapa da mobilidade das pessoas que comporão os seminários preparatórios regionais, desde sua inscrição já são convidadas para o seminário de novembro.